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CARTÉIS

Por que um Cartel não é um grupo de estudo?
No ano de 2005, a Comissão de Cartéis então vigente propôs um significante novo “Café Cartel”: um espaço onde todos os que estivessem em cartéis teriam um lugar para relatar suas experiências, dificuldades e avanços. Tendo alcançado esses objetivos, em 2006 essa experiência se repetiu.

A Comissão de Cartéis eleita em novembro de 2006 quer dar continuidade a essa proposta do Café Cartel e propõe um novo tema para esse encontro: Por que um cartel não é um grupo de estudo?
Em 1964, quando Lacan cria o dispositivo do cartel, ele diz: “... Adotaremos o princípio de uma elaboração apoiada num pequeno grupo. Cada um deles se comporá no mínimo de três pessoas e no máximo cinco, sendo quatro a justa medida. MAIS UMA - incumbida da seleção, da discussão e do destino a ser reservado ao trabalho de cada um”.” O cartel obedece a uma lógica: a falta de um saber constituído e totalizador, permitindo a elaboração de cada um, e introduzindo uma lógica que objeta à lógica de grupo. Com essa formalização do cartel Lacan propõe diminuir os efeitos imaginários presentes em todo grupo, efeitos esses em relação ao líder e aos integrantes do grupo. Para a sustentação do cartel, cada um entra com um projeto pessoal de trabalho e ao mais-um que não é um líder, cabe incentivar, provocar o trabalho de cada um. É com essa proposta que convidamos a todos os que estão envolvidos com trabalho de cartel ou queiram saber mais sobre isso a virem ao Café Cartel apresentarem suas elaborações, contribuições e questionamentos.

Silvana Mantelatto